03 fev. 15

Água perdida com vazamentos daria para abastecer Rio por mais de 6 meses

A água desperdiçada ao longo de 2013 com vazamentos e ligações clandestinas no Estado do Rio de Janeiro seria o suficiente para abastecer a capital fluminense durante mais de seis meses, segundo cálculos feitos pela reportagem do UOL com base em dados fornecidos pelo Snis (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento).

Em 2013, a Cedae (Companhia de Águas e Esgotos) tratou cerca de 1,35 trilhão de litros de água. De acordo com o relatório publicado pelo Snis em dezembro, desse total, 30,8% não foram oficialmente consumidos, o que corresponde a mais de 411 bilhões de litros de água perdidos.

Essa quantidade seria suficiente para abastecer a cidade do Rio de Janeiro durante seis meses e aproximadamente 14 dias. O consumo médio mensal de água na capital é de 63,4 bilhões de litros – cada carioca consome cerca de 329,78 litros de água por dia, o triplo do recomendado pela ONU (Organização das Nações Unidas).

A Cedae afirma que o montante de água desperdiçada inclui, além dos vazamentos entre as estações de tratamento e a torneira dos consumidores, ligações clandestinas, os chamados “gatos”, que seriam, segundo a concessionária, a principal fonte de perdas.

Apesar de o governador Luiz Fernando Pezão negar a possibilidade de racionamento, a crise hídrica no Estado se agrava dia a dia. O volume médio do Rio Paraíba do Sul, principal fonte de abastecimento da capital fluminense e da região metropolitana, chegou a 0,33% no domingo (1º), menor nível histórico já alcançado pelo rio nesta época do ano.

Já os reservatórios de Santa Branca e de Paraibuna, que junto com Jaguari e Funil compõem o sistema de captação do Paraíba do Sul, atingiram o volume morto nos últimos dias, de acordo com boletins do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

O volume morto do Paraibuna acumula, de acordo com a ANA (Agência Nacional de Águas), 2,095 trilhões de litros. Segundo técnicos da Secretaria de Ambiente do Estado, seria o suficiente para abastecer o Estado por cerca de seis meses.

Fonte: UOL